CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
Olá, amigos!!
Com o novo ano escolar vem mais uma edição do Concurso Nacional de Leitura!!!
Aqui ficam os títulos dos livros a concurso e o respetivo o regulamento para a 1ª fase!
Consultem os vossos professores de Língua Portuguesa/Português!
Regulamento da Fase de Escola
CNL_ Regulamento_11_12
Regulamento Nacional:
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/upload/ficheiros/cnlregula2012.pdf
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Apresentar a BECRE aos novos
Hoje iniciamos mais uma série de encontros para a apresentação da BECRE aos alunos do nosso agrupamento!!!
Já não era sem tempo!!!! Dirão alguns de vós…
E têm razão…
A partir de amanhã à tarde, estaremos à vossa espera!!!
Do que for acontecendo, daremos conta neste espaço!!!
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Mês Internacional das Bibliotecas Escolares
Mais uma semana de festa dedicada à nossa biblioteca!!
Desta vez a provocação é para a segurança dos livros!
continuamos a aguardar os vossos comentários…
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Tomas Tranströmer – Prémio Nobel da Literatura 2011
Tomas Tranströmer – Nobel da Literatura 2011
O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta sueco Tomas Tranströmer, anunciou hoje a Academia Sueca, em Estocolmo.
O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), Tranströmer, de 80 anos, começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se “17 dikter” (“17 Poemas”).
Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea “21 poetas suecos”, editada pela Vega, em 1981.
Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos
prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.
A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.
Exerceu a profissão de psicólogo até 1990, ano em que sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou parcialmente afásico e hemiplégico.
Vive atualmente numa ilha e continuou a escrever, tendo desde então publicado três obras.
O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.
A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca.
Na edição anterior, em 2010, o Nobel da Literatura distinguiu o escritor peruano Mário Vargas Llosa, autor de “Conversa n’A Catedral” e de “Guerra do Fim do Mundo”.
fonte: ionline
Alguns dos seus textos:
HISTÓRIAS DE MARINHEIROS
Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.
Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, más ténues que fumo de cachimbo.
(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.
Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
(1954)
§
A ÁRVORE E A NUVEM
Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.
Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
(1962)
§
DESDE A MONTANHA
Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.
«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.
Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.
(1962)
§
PÁSSAROS MATINAIS
Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.
O canto dos pássaros escurece.
Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.
Não há vazios por aqui.
Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta que como foi caluniado
até na Direcção.
Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:
Não há vazios por aqui.
É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.
Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.
O poema está pronto.
(1966)
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MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
Caros amigos,
Aqui fica mais uma imagem de reflexão neste mês de FESTA!
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